Notícias

Agenda Alentejo 2010 - 2015

Considerando o importante momento que o País e a Região Alentejo atravessam neste ano de 2010, o Fórum Alentejo 2015, enquanto estrutura da sociedade civil alentejana, decidiu apresentar o seu contributo...

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17 Abr 2010

Conferência - Debate:
Trabalho e Empregabilidade: novos tempos, novas exigências

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06 Fev 2010

Conferência - Debate:
A nova Agricultura Alentejana: desafios e oportunidades

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08 Mai 2009

Jantar - Debate:
Gerir Cidades no século XXI: atractividade e qualidade de vida

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13 Mar 2009

Jantar - Debate:
Qualificações, Emprego e Mercado de Trabalho

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06 Set 2008

Conferência - Debate:
Logística e Acessibilidades - O Mundo mais perto do Alentejo

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14 Jun 2008

Participação no 14º Congresso
Alentejo XXI

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15 Mar 2008

Conferência - Debate:
Desafios e Oportunidades
do Alentejo Cultural

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22 Set 2007

Conferência:
Tecnologias e Teletrabalho

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26 Maio 2007

Conferência:
Por um Turismo de Excelência no Alentejo

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24 Fev 2007

Workshop:
O Alentejo e as políticas de desenvolvimento regional em 2007-2013

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3 Fev 2007

Conferência - Debate:
Empreendedorismo no Alentejo: criar e inovar!

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22 Set 2006

Conferência - Debate:
O Alentejo na Europa - 20 anos depois. Auditório do Colégio Luís Verney - Évora

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Artigos de opinião

O Alentejo e a Estratégia Nacional para a Energia

A discussão sobre as políticas energéticas a adoptar no futuro próximo está na ordem do dia e é uma questão global e incontornável. O contexto negativo dos combustíveis fósseis (preços elevados em função da pressão da procura e necessidade de respeitar os compromissos ambientais assumidos) leva à inevitável aposta nas energias alternativas, caracterizadas pelo seu carácter renovável e baixo ou nulo nível de poluição.


A União Europeia proclamou há anos a sua elevada ambição ao declarar a intenção de atingir um nível de 39% de consumo baseado em fontes de energia renovável até 2010. Portugal não se pode colocar fora desta visão estratégia e os últimos governos têm (e bem) apostado nos meios indispensáveis a estas novas metas. A Estratégia Nacional para a Energia, anunciada em 2005 trouxe importantes linhas orientadoras de que se destacam o aproveitamento das energias renováveis e o incremento da eficiência energética.


Desde a energia solar, passando pelas fontes hídrica, eólica, da biomassa, até ao aproveitamento dos oceanos, Portugal tem, reconhecidamente, notáveis vantagens competitivas. E o Alentejo, em particular, região favorecida pela natureza em múltiplos aspectos, necessita também de aproveitar as suas muitas oportunidades. Destaco, pela sua importância, três fontes energéticas.


Em primeiro lugar, a energia solar. O elevado número de horas de sol anuais da Região (cerca de 2800, cerca de 14% superior à média nacional) e o seu potencial de radiação luminosa permitem que o actual patamar de investimento seja multiplicado várias vezes. Tanto na vertente fotovoltaica, como na vertente térmica, a região poderá constituir um importante cluster. A Central Solar Fotovoltaica de Serpa é um exemplo que se poderá disseminar.


Por outro lado, a biomassa florestal, proveniente de resíduos como folhas, ramos ou cascas. Várias análises e projecções têm sido realizadas com a intenção de estimar a quantidade de biomassa disponível para aproveitamento energético. Segundo a Direcção Geral dos Recursos Florestais (DGRF), Portugal tem uma disponibilidade anual de 2,2 milhões de toneladas de biomassa florestal, que equivale a cerca de 6,6 milhões de MWh ? noutros termos, a 4,4 milhões de barris de petróleo. Em termos ambientais, a utilização desta biomassa em detrimento da utilização de petróleo equivale a uma redução da emissão de dióxido de carbono (CO2) em 1,93 milhões de ton/ano (dados da FPFP ? Federação dos Produtores Florestais de Portugal). No Alentejo, o potencial de produção existente é enorme, proveniente de resíduos de exploração de pinhais, eucaliptais e do sub-coberto florestal. A instalação de, pelo menos, duas centrais termoeléctricas a biomassa florestal deverá ser o corolário lógico para esta estratégia.


Por último, refiro os biocombustíveis. Também aqui, o contexto favorece esta área, através da ambição de uma directiva europeia que prevê metas de incorporação dos referidos biocombustíveis na gasolina e gasóleo utilizados nos transportes e na isenção fiscal já prevista. Segundo vários especialistas, Portugal poderá ter, em 2010, uma produção de 1,5 mil milhões de litros de biocombustíveis. O desenvolvimento de uma ?agricultura energética? permitirá aproveitar muitas das culturas nas quais o Alentejo dispõe de vantagens competitivas. Culturas como o girassol, o milho e a beterraba, utilizadas para produzir bioetanol e biodiesel poderão expandir-se, utilizando as novas possibilidades de regadio, antes inexistentes. Até porque, actualmente, para o cumprimento das metas previstas, a importação de matérias-primas tem sido um recurso regular.

É, pois, indiscutível que as oportunidades existem. Esperamos que os decisores públicos e privados se empenhem no seu aproveitamento. Até porque, na questão energética, este será o momento certo!





Carlos Sezões
Promotor do Fórum Alentejo 2015

 


um projecto, uma visão estratégica!