Notícias
Agenda Alentejo 2010 - 2015
Considerando o importante momento que o País e a Região Alentejo atravessam neste ano de 2010, o Fórum Alentejo 2015, enquanto estrutura da sociedade civil alentejana, decidiu apresentar o seu contributo...
17 Abr 2010
Conferência - Debate:
Trabalho e Empregabilidade: novos tempos, novas exigências
06 Fev 2010
Conferência - Debate:
A nova Agricultura Alentejana: desafios e oportunidades
08 Mai 2009
Jantar - Debate:
Gerir Cidades no século XXI: atractividade e qualidade de vida
13 Mar 2009
Jantar - Debate:
Qualificações, Emprego e Mercado de Trabalho
06 Set 2008
Conferência - Debate:
Logística e Acessibilidades - O Mundo mais perto do Alentejo
14 Jun 2008
Participação no 14º Congresso
Alentejo XXI
15 Mar 2008
Conferência - Debate:
Desafios e Oportunidades
do Alentejo Cultural
22 Set 2007
Conferência:
Tecnologias e Teletrabalho
26 Maio 2007
Conferência:
Por um Turismo de Excelência no Alentejo
24 Fev 2007
Workshop:
O Alentejo e as políticas de desenvolvimento regional em 2007-2013
3 Fev 2007
Conferência - Debate:
Empreendedorismo no Alentejo: criar e inovar!
22 Set 2006
Conferência - Debate:
O Alentejo na Europa - 20 anos depois. Auditório do Colégio Luís Verney - Évora
Artigos de opinião
Ainda e cada vez mais... o Empreendedorismo!
Já tive a oportunidade, há uns tempos atrás, de escrever neste Jornal sobre a importância do Empreendedorismo para a criação de empregos e de riqueza, no País como na Região. Volto ao tema uma vez que, quer parecer-me, as preocupações do poder político e da sociedade em geral continuam desfasadas desta temática. Com efeito, não obstante a emergência de alguns programas focados no apoio ao nascimento de pequenas empresas, fruto da inovação e investimento de jovens empreendedores - o programa Finicia é o exemplo mais conhecido ? os resultados teimam em não surgir. A falta de capacidade de execução, de ligar as estratégias às fases operacionais, tem aqui mais um exemplo acabado.
Infelizmente, não existem números objectivos e fiáveis relativos ao Alentejo mas, pelo conhecimento empírico e pelos dados nacionais, o panorama continua pouco animador.
Reforço que a questão da educação e da formação para a iniciativa, para as competências de planeamento estratégico e de gestão do risco, já por mim abordadas, são incontornáveis. Contudo, existirão políticas e acções concretas que, implementadas com uma boa liderança e com meios de controlo e responsabilização, poderão ter impactos positivos num prazo mais curto.
Em primeiro lugar, o financiamento das boas ideias. Hoje é consensual a necessidade de criação de condições propícias ao aparecimento de seed capital (capital semente), um tipo de financiamento mais orientado à fase inicial do projecto - pesquisa, análises de mercado, desenvolvimento de produto. Existe, pois, a necessidade de enquadrar e promover instituições que, por si ou em rede, construam um capital de experiência e recursos financeiros essenciais para apoiar projectos nestas fases. A criação de fundos universitários desta natureza seria, neste âmbito, uma iniciativa prioritária.
Intimamente relacionada com esta temática é a promoção da figura dos business angels - investidores, com uma boa rede de contactos e experiência consolidada em um ou mais sectores de actividade. Neste âmbito, é fundamental a criação de um quadro jurídico-fiscal favorável aos business angels e incentivar a sua associação em redes que promovam uma maior interactividade com os empreendedores. Por exemplo, países como os EUA ou o Reino Unido permitem deduzir à matéria colectável entre 20% a 25% dos investimentos realizados em projectos na fase inicial.
A promoção de Concursos de Nacionais de Planos de Negócio, devidamente orçamentados e publicitados (como em França, onde o empreendedorismo foi e continua a ser uma das bandeiras de Sarkozy) seria igualmente uma aposta com excelentes relações custo-benefício.
Também a questão das infra-estruturas, como os centros de incubação e os parques tecnológicos, é relevante. Estas estruturas são essenciais para o apoio a projectos empresariais em sectores de inovação, partilhando recursos, diminuindo custos fixos e reduzindo assim a mortalidade das empresas nos primeiros anos da sua vida. É essencial disseminar esta prática um pouco por todo o País, em modelos diversos como, por exemplo, protocolos entre Autarquias, Universidades, Associações Empresariais, Agências de Desenvolvimento Regional, entre outras. Deverá haver, por parte da Administração Central, a iniciativa de promover um verdadeiro e efectivo Plano Nacional de Centros de Incubação e Parques Tecnológicos.
Sintetizo, em poucas linhas, o essencial: numa economia global, a funcionar em rede, o papel de pequenas e médias empresas, inovadoras e flexíveis, é cada vez mais relevante. A especialização de competências e a racionalidade do recurso ao outsourcing confere, nos dias de hoje, uma grande importância e valor económico a empresas de dimensão reduzida (ex: de 10 a 50 pessoas), cada vez mais essenciais na promoção da inovação. Há que favorecer o seu nascimento e a sua multiplicação!
Carlos Sezões
Promotor do Fórum Alentejo 2015
um projecto, uma visão estratégica!